• Início
  • Sobre
  • Seja meu Patrono
  • Blog
  • Início
  • Sobre
  • Seja meu Patrono
  • Blog
Contato
Escritor Marcelo Barbosa blog

FAVELA PERDE SUA ESSÊNCIA NO COMBATE À COVID-19

Blog

Foto por Asiama Junior em Pexels.comÉ de se saber que  o nascimento de qualquer favela no Brasil, acontece em geral, pela falta da habitação. É um “parto não planejado” e com isso sua estrutura urbana totalmente irregular. Ela não deveria existir em nosso país, mas a irresponsabilidade dos pais, que pode aqui ser representado por qualquer governo e época, gerou uma criança indefesa e sem apoio existencial. Viver em um ambiente caótico, ensinou aos moradores de favelas a sobrevivência de forma coletiva, começando com a defesa do seu direito de morar que queria ser “abortado’ pelos pais governantes. Depois de vencer esta luta, ajudar ao próximo se tornou um hábito com troca de alimentos, favores e muitas ideias. Lembro quando ainda menino, em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, um período da década de 80 em que os próprios moradores construíram o asfalto da rua com os materiais entregues pela Prefeitura, fazia a gente ter uma sensação de pertencimento. Naturalmente, com o tempo a criança favela cresceu e mesmo em um cenário de desorganização, conseguiu se fortalecer. Ela descobriu sua “floresta de concreto e aço”, cantada pelo grupo de rap paulistano, Racionais MC´s e expandiu. Boteco e drogas não era mais a única referência, pois começou a se entender outras formas de consumo, investimento e termos de gente rica como renda passiva. Não era necessário mais ir ao centro da cidade para comprar um sabão, pois o Joaquim da esquina vendia. A Maria dos doces, tinha o que a molecada queria, e ao seu lado, uma casa de construção, a loja de roupas, a padaria, sorveteria, a igreja evangélica, a católica, a umbanda, a quadra de futebol e pracinha. A favela cresceu sem urbanização e mesmo com a irregularidade em sua estrutura, muitas se consolidaram, como as favelas de São Paulo, Heliópolis e Paraisópolis. Mas, após visitar os dois locais periféricos, este contexto de luta e superação sumiram da minha mente ao ver o comportamento inconsciente dos moradores diante do vírus que assola o mundo.  As rodas de samba, pagode e os pancadões acontecem naturalmente, as pessoas nas ruas não mantém distanciamento e todos os comércios abertos, com a maioria oferecendo poucas instruções  sobre a doença. Me senti um estranho por estar usando máscara e um idiota com álcool gel no bolso, a ponto de compreender que o local fosse imune ao vírus, como se a favela fosse outro universo diante da pandemia do covid-19 que completou um ano no Brasil. Após pesquisar, encontrei em ambas as favelas, casos de mortes e pessoas internadas por conta da doença infecciosa. Conversando e questionando alguns moradores sobre a realização de uma ação prática de conscientização, ouvi que as pessoas não estão se importando porque a própria favela é um aglomerado subnormal, como descreve o IBGE e não existe espaço para distanciamento. Concordei com as pessoas que pela estrutura desorganizada da favela, as ruas, vielas e becos é impossível ter um distanciamento mínimo, mas e se conversasse para sair de casa somente quando necessário ou ainda organizasse um rodizio para sair na rua ou ir para determinado local? Riram da minha cara… Parece que aquela favela do passado que lutava pelos seus direitos, que se protegia e que tinha coletividade ficou no período da infância. A favela atual é um adolescente rebelde em busca de prazer próprio.

abril 12, 2021 / 0 Comentários
leia mais
Escritor Marcelo Barbosa blog

MARCELO BARBOSA ENCONTRA COM JOVENS DO PROJETO PESCAR DE SUZANO

Blog

O escritor do livro Favela no divã, Marcelo Barbosa, encontrou com a coordenadora do Projeto Pescar de Suzano, Gisele Marques, e os jovens atendidos pelo programa de desenvolvimento pessoal, cidadania e qualificação profissional. Utilizando todas as medidas de segurança sanitária contra à Covid-19 e variantes, a reunião ao ar livre, aconteceu na manhã ensolarada de sexta-feira, 21 , no Parque Municipal Max Feffer, no município de Suzano, região Metropolitana de São Paulo. Na oportunidade, o autor foi pauta da matéria jornalística da repórter Mariana Acioli, do Diário de Mogi, que em breve estará disponível. Na ocasião, Barbosa falou sobre a obra literária, as experiências, desafios e superações que teve com o mundo do trabalho, tema apresentado em Favela no divã. Relatou sobre as faltas de políticas públicas em sua época de adolescente, as formas que obteve apoio ao mercado de trabalho, reforçando a importante de valorizar, acompanhar e defender os direitos das crianças, adolescentes e jovens, citando as diversas investidas jurídicas contra o Programa de Aprendizagem, principal porta de acesso de trabalho e qualificação profissional dos jovens. Mediado pela coordenadora Gisele Marques, o escritor falou ainda sobre sua aproximação com a psicanálise e como a técnica foi utilizada por ele como uma ferramenta de autoconhecimento e saúde mental. O autor deu dicas de como ficar atento diante das pressões sociais, indicou exemplos práticos e agradeceu a oportunidade de ver todos os jovens pessoalmente.

janeiro 21, 2021 / 0 Comentários
leia mais

Paginação de posts

Anterior 1 … 7 8
Facebook X-twitter Youtube Instagram Tiktok

Institucional

Marcelo Barbosa

Seja meu Patrono

Blog

Livros

A Favela no Divã 1

A Favela no Divã 2

A Favela no Divã 3

A vida de cão do Requis

Convite para palestras

  • escritormarcelobarbosablog@gmail.com

© 2024 por Honey. Criação e desenvolvimento.